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O amor é um jogo de azar

Por alguma razão, que eu quebro a cabeça para descobrir qual, as pessoas perdem o interesse em mim. E quando eu digo "pessoas", refiro-me aos possíveis caras que eu, eventualmente, gostaria de investir meu tempo, meu dinheiro e minha disposição.

Disposição... Talvez esse seja um dos investimentos mais arriscados e difíceis, principalmente quando já não temos mais dessa coisa para dar e vender.

É cansativo perder incontáveis vezes seguidas algo que ainda nem era seu. É chato sentir aquela sensação de ter sido colocada para escanteio quando você ainda nem estava na grande área. E daí começa toda aquela história de o ser cérebro te autossabotar, de você se sentir incapaz, desinteressante, menos legal, menos empolgante, menos atraente que qualquer outro alguém.

Nessas horas, eu vejo como a música Love Is a Losing Game, da Amy Winehouse, é um hino para pessoas como nós.

"O amor é um jogo de azar."

"Como eu queria nunca ter jogado."

"O amor é uma aposta perdida, maior do que eu poderia aguentar."

"Apesar de estar bastante cega, o amor é um resignado destino."

"O amor é um jogo de azar."

E eu nem queria estar jogando...

Mas não tem como fugir. Talvez o amor seja um jogo de muitas perdas e poucos ganhos. Perda de interesse, de confiança, de sanidade, de dignidade. Perda de esperança, de solidão, de união. Algumas dessas perdas ainda nem pertenciam realmente a nós, mas isso não significa que elas sejam menos doloridas.

Talvez nós sejamos azarões no amor, apostando nossas fichas no destino e nos esquecendo de que ele está sem rumo. O amor é uma perda de direção. Uma aposta às cegas. Um dado viciado.


Love is a losing game, Amy. Bem que você me alertou...

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