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o clichê (nada clichê) da melhor mãe do mundo

Quando eu era pequena, minha mãe costumava a me contar algumas histórias de dormir. Hoje, ela meio que desconversa quando toco no assunto, mas tenho certeza que ela me contava. Ou eu tenho uma imaginação muito fértil... A questão é que a minha memória é terrível, mas me lembro muito especificamente de uma dessas histórias, que eram sempre bem macabras. Ela envolvia uma floresta, crianças escondidas em árvores e bruxas. Não consigo lembrar com exatidão da narrativa, mas eu me lembro de adorar. E morrer de medo!
Provavelmente, minha mãe não sabe, mas eu ficava toda orgulhosa quando, mais tarde, ela participava das peças produzidas pelo teatro das mães na escola em que estudava. Eu era bastante chata, inclusive, e ficava falando para todos os meus coleguinhas que a minha mãe era a principal. Porque ela sempre era - mesmo quando fazia a sombra do Peter Pan. Para mim, ela sempre era a protagonista.

Lembro-me também de algumas vezes que minha mãe e eu brigávamos, e que depois ela vinha me pedir desculpas. Em uma dessas vezes, estava saindo do banho. Eu chorei de alívio! Mas nem é tanto do momento em si que lembro, mas do sentimento, da sensação boa que era não estar mais brigada com ela.
Eu amo minha mãe. Ela sabe disso. Falo isso para ela todos os dias. Algumas vezes, confesso, é só para irritar, porque ela diz que eu sou muito pegajosa e preciso arranjar um namorado para agarrar ele e não ela. Outras, é porque eu realmente quero lembrá-la de que a amo muito, mesmo ela gostando de pistacha e alcaparra (sério, não dá para mim).

Uma das coisas que eu mais amo fazer na vida é viajar com a minha mãe. Sou muito apegada a ela. Sinto que ela tem todas as respostas do mundo para os meus dramas e que nunca nada de mau vai me acontecer se ela estiver por perto - mesmo que eu esteja sentindo algo estranho e pergunte mil vezes para ela se eu vou morrer; a resposta é sempre a mesma: "vai, Isabella. Um dia, vai".
Essa foto é muito especial para mim! Minha mãe me segurando no colo e minha avó Margarida (materna), ao fundo. 
Não sei muitas coisas sobre quem era minha mãe antes de ela ser minha mãe. Acho que nunca paramos para conversar sobre isso. Sei de algumas coisas que escuto as amigas e ela conversando quando rola uma reunião. Gosto de pensar que minha mãe era rebelde. (risos) Meu pai sempre diz que ela teve uma fase dark-punk-gótica, em que usava cinto de metal e pintava os olhos de preto. Nem sei se isso é verdade, mas gosto de pensar que minha mãe teve a sua fase Supla de ser. Vai ver que é por isso que ela curte ir aos shows dele comigo...

Minha mãe é pisciana. Dizem que piscianos são sonhadores, frágeis e chorões. Preciso descobrir o ascendente dela, porque, definitivamente, ela não é assim. Só vi minha mãe chorar em um filme: Sempre Ao Seu Lado. E isso me deixou bem assustada, porque ela nunca chora (eu, pelo contrário, choro até em filme do Adam Sandler. E não é de rir!). No fundo, acho que minha mãe deve ser bem pisciana, só não deixa transparecer. E é exatamente por isso que a coisa que eu mais quero na vida é fazê-la feliz. Eu sei que se eu tivesse dinheiro para levá-la a Paris ou até o Robert Pattinson, isso seria mais fácil. (risos) Mas, por enquanto, vamos ter que ir levando, guardando dinheiro e nos divertindo em Paraty mesmo.
Sempre juntas.

Feliz aniversário, mãe!

Um comentário:

  1. Ei Isa. To conhecendo seu blog hoje. E ele é lindo! Me emocionei pelo carinho que contém nesse post. Que liiindo! Sua mãe deve ter chorado, com certeza!

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