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Substituição de crushes

O vício em uma série é perigoso e causa retardo de vida. Afinal, você poderia estar seguindo em frente, conhecendo histórias novas, mas fica aí, empacada, assistindo aos mesmos episódios de sempre.

No momento, Modern Family vem tirando o meu sono. E quando eu finalmente consigo desligar a Netflix e dormir, sonho com o seriado. É uma loucura! Mas admito que essa fixação toda tem um motivo especial (é claro que tem): Phil Dunphy.
Essa minha mais recente crush, se me permitem classificá-la dessa maneira, me fez ter toda uma reflexão muito louca, mas que faz total sentido.

Quando eu tinha meus 14 anos, e minha crush pelo Troy Bolton estava no auge, se alguém me perguntasse com qual personagem eu gostaria de me casar, não pensaria duas vezes. É claro que algumas pessoas riam da minha cara, mas faltava a elas sensibilidade. Eu sabia que não me casaria com o Troy (ou com o Zac Efron), mas o personagem de High School Musical, para mim, naquela época, seria o que chamamos de "bom marido". É tudo uma questão de representação.

Hoje, quase dez anos depois, se me perguntassem com qual personagem eu gostaria de juntar os trapinhos, responderia: "Phil Dunphy". Quanta diferença, não é mesmo?

Nada contra o Troy. Aliás, muito pelo contrário! Ainda acho que ele seria um parceiro nota mil! Mas, hoje, eu não quero apenas o garoto popular do colégio, que é capitão do time de basquete e, além de tudo, é um cara gente boa. Eu quero o Phil Dunphy.

"Credo, Isa! Mas ele é casado e tem filhos!". Pera lá! Não há nenhuma lei que classifique as nossas crushes fictícias como proibidas ou não. E tem mais! Eu não estou me referindo diretamente ao Phil (ou ao Ty Burrell, que, sem dúvida, é um ser humano/marido/pai/cara incrível), mas ao que ele representa.
Às vezes, um pouco de ingenuidade é algo bom. TE AMO, PHIL! <3
Phil Dunphy é um cara gente boa, esforçado, sensível, um bom pai, um marido parceiro, compreensível, que dá apoio, ajuda em casa, tem ideias malucas, sonhos inacreditáveis, ótimos gostos para filmes, um parafuso a menos (que bom!), um coração enorme, faz piadas de tiozão (minha especialidade) e arranca um sorriso de qualquer pessoa, até naqueles momentos em que o riso não deveria ser frouxo.

É disso que eu tô falando! Eu consigo me imaginar vivendo uma vida com essa pessoa que eu acabei de descrever. Com o Troy Bolton? É, acho que, hoje, não mais. Nossos gostos mudam com o tempo, assim como o que a gente procura naquele certo alguém especial. Parece uma conclusão clichezona de livro de autoajuda, mas acabei de ter total certeza disso. Então, vai por mim, é real.

Pelo menos, foi para mim.

Mas, ei, Troy Bolton! Ainda não encontrei meu Phil Dunphy, não, viu?  Hu-hu
"LIBERA, LIBERA, SIM!"
                             


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