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#PROFISSÃOJO: meu trabalho é igual ao da Andrea, de O Diabo Veste Prada?

Alô, você, que me mandou um e-mail me perguntando o quanto do meu trabalho se parecia com o da Andrea Sachs, de O Diabo Veste Prada, e o da Jenna Rink, de De Repente 30. Este post é para você (oi, Carol!). Ele também é para aqueles que estão cogitando prestar jornalismo na faculdade e vivem se perguntando se a rotina da profissão é mesmo parecida com a dessas personagens.

Bem, eu não posso falar por todos, mas posso dividir com vocês um tantinho da minha pequetita experiência até o momento. Para começar, você deve saber que eu nunca cobicei o trabalho da Andrea, mas sempre quis ser uma editora como a Jenna - tirando a parte que ela dá uma de X9. Escolher capas, reerguer um título que já não anda bem das pernas, discutir matérias em reuniões de pauta, analisar a concorrência, ter ideias originais para virar o jogo, fazer milagres. Essas ideias sempre me encantaram.
Em contrapartida, nunca me imaginei no papel de Andrea. Ter uma chefa abusiva, por mais genial que ela fosse, nunca me pareceu algo que realmente valesse o sacrifício. Dar o sangue pelo emprego, deixar a vida pessoal em segundo plano, não ter tempo para se desligar do trabalho e relaxar, nada disso me parecia muito encantador.

O ponto é que o meu trabalho não é nada parecido com o dessas personagens, mas, ao mesmo tempo, tem absolutamente tudo a ver. Não, meu chefe não se parece com a Miranda (apesar de ele ser genial e se vestir bem), eu não trabalho com moda (sou repórter de comportamento na CAPRICHO), não preciso ficar correndo atrás de cafés (sou a louca do chá), não tenho uma sala só minha (divido uma baia com meus colegas de redação), não organizo festas (pelo menos, não com coreografias de Thriller), não viajo para assistir a desfiles nem tenho como crush um fotógrafo lindo como o Mark Ruffalo.

Mas eu preciso me reinventar todos os dias, me superar para impressionar os outros, criar novos projetos, fazer matérias que alavanquem a audiência e ofereçam algum tipo de serviço, preciso estar de olho na concorrência, fazer plantões em alguns finais de semana e feriados, ser multitarefas, estar apresentável - apesar da noite mal dormida -, ter ideias boas e originais... E com todas essas tarefas, às vezes, acabo vivendo loucamente como a Andrea e absorvendo justamente a parte não tão encantadora de seu trabalho.
Isso, em parte, é o grande charme da profissão. Ser jornalista é trabalhar com a mente das pessoas, fazê-las pensar; mas também é saber que, muitas vezes, seu tempo livre não será livre, porque você tem uma matéria para terminar, precisa ir atrás de notícias, encontrar novos meios de falar sobre um determinado assunto, stalkear fontes, correr para lá e para cá, mesmo que sem sair da mesa de trabalho na redação.

Indico muito o filme Uma Manhã Gloriosa (Morning Glory), com a Rachel McAdams. Enxerguei-me demais na personagem Becky Fuller. Ela é a união da Andrea e da Jenna, e mostra como um dia de trabalho pode ser intenso, louco, angustiante, mas recompensador e divertido. Isso, meus amigos, é a arte do jornalismo!

Por isso, se você está pensando em seguir essa profissão porque gostaria de ter uma história de trabalho parecida com a de O Diabo Veste Prada ou De Repente 30, saiba que sempre irá encontrar um pouquinho de Andrea, Jenna e Becky em seu dia a dia, por mais que a sua rotina, a sua carreira, a sua editoria e o seu cargo não sejam nadinha parecidos com os das personagens.
É isso que eu posso falar para você, Carol, e para todos que têm essa dúvida. Seu chefe pode não ser a Miranda, você pode não ter que salvar uma revista, pode não trabalhar com moda, mas você pode se inspirar naquelas que já fizeram isso, mesmo que ficcionalmente. Só promete que vai se lembrar sempre de quem é e de sua vida pessoal? A carreira é importante, mas ela, muitas vezes, pode te sugar completamente. Tente não deixar isso acontecer.

E, sim, eu faria jornalismo de novo. Bom "trabalho de filme" para vocês! ;)

4 comentários:

  1. Cada vez mais seus posts me inspiram! Parabéns! :)

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  2. Adorei o post Isa, e é assim mesmo. :)

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  3. Pretendo cursar jornalismo e adoro quando pessoas falam sobre a profissão. A falta de tempo e a correria do dia-a-dia para ser ótima no trabalho, vão ser recompensadas porque será feito com muito amor! <3
    Beijos, www.doceconceito.com

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