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o lado bom de 'virar modinha'

"Pqp, lá vem chuva de fangirls". Toda vez que uma pessoa comenta em uma matéria, em um post ou em um tweet com essa frase, uma parte daquela Isabella com esperança na humanidade morre (para não colocar a culpa nos pandas, porque aqueles lindinhos não precisam nem devem pagar o pato).

Ser fangirl não é um problema. Ter "chuva de fangirls" em uma matéria não é problema. Uma saga, uma série, um livro, uma banda ou uma pessoa virar modinha NÃO É PROBLEMA!

Ufa. Desabafei, finalmente.

Há anos, sem exagero, escuto pessoas falando sobre alguma coisa virar modinha ou comentando negativamente sobre uma Pessoa, um Lugar ou uma Coisa (sdds, Perfil Junior) virar modinha na internet. De uns meses para cá, parece que essa expressão - olha que curioso - virou modinha. Ahá! Já escuto o choro dos haters.

Você já parou para pensar que o One Direction não teria vindo para o Brasil caso a banda não tivesse "virado modinha"? O mesmo teria acontecido com os Jonas Brothers, com a Demi Lovato, com o Zac Efron, com parte do elenco de Maze Runner - e eu teria ficado bem triste com isso.

A questão aqui é simples, e se você se recusa a enxergar isso, é porque, realmente, só usa a expressão "que merda, vai virar modinha" por puro modismo. E que merda isso, não? É a lógica da Lei da Oferta e Procura. "O fator determinante para a procura de um determinado bem ou serviço deixou de ser o preço, pois o mesmo sofre alterações por causa de qualquer desequilíbrio entre a oferta e a procura. Dessa forma, pode-se dizer que o preço de algo é determinado pelo próprio consumidor, pois quando esses passam a buscar mais um produto qualquer, o produtor eleva o seu preço, fazendo com que o consumidor pague mais se deseja adquirir o mesmo. Em contrapartida, quando um produto não é mais procurado o produtor é estimulado a deixar de produzi-lo para que não tenha despesas em relação à oferta sem demanda", explica Gabriela Cabral em uma matéria bastante didática publicada no site Brasil Escola.

Para facilitar, vamos trazer a Lei da Oferta e Procura para a minha, a sua, a nossa realidade (não que eu não faça compras no supermercado e não seja afetada diariamente pela inflação, pela procura e demanda, e etc. Mas esse não é o nosso foco aqui). Se o Harry, o Liam, o Louis, o Niall e o Zayn não tivessem tido grande procura no Brasil nos últimos anos, muito provavelmente a oferta de um show do quinteto - quando ele ainda era um quinteto - no país não teria acontecido. No caso, como a procura foi enorme, a passagem da banda pelo Brasil, em maio de 2014, com a Where We Are Tour, contou com não uma, mas três apresentações!
Logo, se a banda não tivesse "virado modinha", provavelmente ainda estaríamos esperando que eles viessem para cá.

Olhando por esse lado, me parece que ficar brava por um ídolo virar modinha não é uma coisa muito inteligente. Isso não vai te classificar como "menos fã de tal pessoa/coisa". Isso não vai tirar o seu mérito por ter descoberto aquela preciosidade antes de todo mundo. Isso não vai te afetar caso haters/posers/FCs surjam do céu, da terra ou do outro lado da tela do computador mesmo. Você é fã e, antes de tudo, deveria ficar feliz por seu ídolo estar sendo reconhecido por outras pessoas e/ou por revistas, sites e jornais, por mais que tudo isso causa uma avalanche de fangirls.

Além de tudo, eu, como fã, sempre quis ver meus ídolos de pertinho - mesmo que da arquibancada superior D. Por isso, eu não ficava triste por vê-los "virando modinha". Porque essa modinha, muito provavelmente, em algum momento, traria eles para o Brasil.
Não é que eu não entenda o sentimento. Eu sei como é "ser fã antes da modinha" e ver uma "chuva de fangirls" declarando amor eterno àquela pessoa que conheceram há cinco minutos. É meio chato mesmo, parece que gostar daquela pessoa já não é mais tão cool, tão novo. Mas é sério que vamos deixar um status sobrepor-se a tudo aquilo de positivo que tal modismo pode trazer?

Tá tudo errado! A começar pelo termo: "modinha". Vamos continuar com o exemplo do 1D (porque eu amo, porque eu quero). Quem disse que uma pessoa só é fã legítima se tiver conhecido a banda antes da "modinha"? Quem disse que uma pessoa que não assistiu ao X-Factor na época em que os meninos estavam concorrendo é menos fã por isso? Quem disse que fã de verdade só é aquela pessoa que tem todos os álbuns, DVDs, revistas, bonecos, cadernos e tudo mais da coleção? Pô, isso requer uma grana que nem todo mundo tem. E só por isso a pessoa é classificada - numa classificação totalmente lúdica, vamos deixar claro - como "menos fã"? Ou poser? Ou "fã pós-modinha"?

Que besteira, gente! Eu juro que prefiro ler comentários em uma matéria de revendedores de produtos Mary Kay do que de usuários afirmando, de forma bastante agressiva e nonsense, que a matéria é uma bosta porque vai criar posers (oi? Somos uma espécie de Professor Utônio agora?), que "tô até vendo a chuva de posers e fangirls", "só tão dando atenção porque é modinha", "certeza que nem conhecem o conteúdo, só falam pela beleza"."mano, que desgraça. Agora vai virar modinha", "pronto, acabou a graça de ser fã".

Se você ama verdadeiramente aquela pessoa e o trabalho que ela faz, acredite: a "modinha"(ai, esse termo já é tão piada da Luísa no Canadá... ZzzZz) não diminui, só soma. 

FUJA PARA AS COLINAS! O "VIROU MODINHA" VIROU MODINHA NA INTERNET!

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