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Todo mundo nasce com um dom; o meu é ser atrapalhada

Tem uma coisa que você precisa saber sobre mim. Na verdade, tem várias. Mas uma delas é de vital importância: eu sou uma pessoa atrapalhadamente atrapalhada. Para você ter uma noção, enquanto escrevia este texto, derrubei uma xícara de chá de Capim Silveira (opa! É Cidreira) que estava tomando na cama. Fui levantar para pegar papel higiênico, para tentar limpar a bagunça, e taquei meu dedinho do pé na quina da cama.
Teve também aquele dia em que eu escovei os dentes com o creme de barbear do meu pai e aquele outro em que fiquei com queimadura de segundo grau porque decidi que, simplesmente, não precisava passar protetor no peito do pé (porque, afinal, isso nem faz parte do corpo, né?).

Foram nessas mesmas férias que eu tirei a parte de cima do biquíni depois de vestir uma camiseta, para ir almoçar, e quando voltei para a piscina, esqueci que estava pelada e tirei a camiseta com tudo. E se os pais da minha amiga não tivessem me avisado, eu juro que nem teria percebido. Ou teria, mas com uns dois dias de atraso.

Sou tão atrapalhada que se você me deixar tomando conta de uma tartaruga, ela vai fugir, correr uma meia maratona, voltar e eu não vou ter nem percebido. E por falar em animais, já contei do dia em que eu disse que o sagui da minha vizinha estava delicioso? O tal macaco, no caso, eram aquelas bolinhas gostosas ao molho de groselha ou vinho tinto, mais conhecidas como sagu. Pois é.

Já chamei maquiador da Boticário de consultor da Avon, já guardei litro de leite no armário e achocolatado em pó na geladeira. Já confundi creme de tomate com strogonoff, joguei escova de dente no lixo, pensando que ele fosse um novo tipo de armário. Perdi meus óculos na cabeça e fiquei procurando-os pela casa toda. Já chamei professora de mãe, comprei dicionário pensando que fosse livro, entrei (três vezes) na piscina com o meu celular no bolso da calça, caí em cima de uma pessoa no vagão do metrô, me assustei com o meu próprio reflexo no espelho. Vivo tropeçando nos próprios pés, dando de cara com portas de vidro, não sabendo lidar com portas giratórias.

Tirei vinte dias de férias e pensei: "ahá! É agora que eu organizo a minha vida". Obviamente, não organizei nadica de nada. Mas tudo bem. Uma vez atrapalhada, sempre atrapalhada.
Mas estou de volta,  depois dessa pausa, que nem de longe foi tão longa quanto o hiatus da sua série favorita, com textos toda semana e vídeos, sempre que possível, lá no canal

Porque promessa é dívida. Até mesmo promessas de pessoas atrapalhadas.

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