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Aquele alguém que te faz imortal

Toda garota tem um Sawyer LeGrande na vida. Essa foi a conclusão a qual cheguei depois de ler (devorar seria a palavra mais apropriada) Duas Vezes Amor, de Katie Cotugno. Reena tem o seu Sawyer, eu tive o meu e você, se já não teve ou tem, vai ter

Deixa eu explicar. Sawyer é a mistura do garoto popular do colégio com o menino misterioso que senta na primeira carteira da sala. Parece clichê, mas o primeiro amor é clichê. Digamos que Sawyer não é apenas um nome: é um sentimento.

O meu Sawyer foi complicado, mas teve um final feliz - nadica parecido com o final do livro. Ele foi a única pessoa que, até hoje, conseguiu fazer com que eu me sentisse imortal. Lembro-me exatamente do momento em que percebi isso: antes de pegar no sono, durante uma viagem entre amigos. Naquele instante, eu me senti eterna. Parecia que nada de errado poderia acontecer comigo. E se acontecesse, eu tinha certeza de que o meu Sawyer iria me salvar. Eu não tinha espaço para medos. Foi quando eu soube que estava verdadeiramente apaixonada. Foi quando eu descobri o que era esse sentimento e como descrevê-lo.

Mas o Sawyer mudou e por uma razão até hoje inexplicável, eu não conseguia me desvincular dele assim mesmo. Eu tentava. E como tentava! No fundo, porém, sempre sentia que ele ainda era o "the one". Acho que isso me fazia tentar de novo e de novo e de novo. A história durou anos, até que, um dia, eu me dei conta de que tentaria pela última vez.

Foi durante uma viagem que eu me senti mortal novamente ao lado de Sawyer. Ele estava comigo, mas eu me sentia sozinha. Eu tinha a impressão de que se algo desse errado, eu precisaria me virar por conta própria. Eu tinha medo. Foi quando, finalmente, depois de muito adiar o inevitável, soube que eu não estava mais apaixonada pelo meu primeiro amor. Foi quando consegui admitir isso para mim mesma sem sofrer, sem duvidar, sem sentir que, no fundo, eu daria mais uma chance pra gente.
Você deve estar se perguntando: "cadê o final feliz dessa história?"; e eu respondo: "ele está bem aí". Aquela relação complicada, que parece que nunca vai te deixar em paz, tem um fim. E o momento do fim marca justamente o início de uma nova fase, em que você se dá conta de que nunca (eu disse nunca!) vai se esquecer do seu Sawyer LeGrande, mas vai conseguir se lembrar dos momentos que viveu ao lado dele com um sorriso no rosto e com o coração tranquilo. Com alguma cicatrizes, talvez. Mas é aí que entra o livro de Katie Cotugno: para tentar aliviar a dor dessas feridas. E ele consegue!

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