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A nostalgia dos nove anos de High School Musical

Minha ideia inicial não era essa. Eu falaria sobre os nove anos do lançamento do primeiro filme da franquia High School Musical de uma maneira mais divertida e menos pessoal (e passional). Mas daí eu assisti ao longa novamente, apenas para refrescar a memória, e um filme, que não tem nada a ver com a produção da Disney, passou pela minha cabeça.

Nada a ver, em partes. Eu tinha 13 anos quando assisti a HSM pela primeira vez. Não fazia ideia de quem era aquela tal de Vanessa Anne Hudgens e conhecia o Zac Efron como o menino de dentinhos separados, que havia trabalhado em Alma de Campeão. Mas nenhuma descoberta foi tão marcante quanto a que eu tive comigo mesma. Eu me apaixonei pela história clichê de Troy e Gabriella. O popular do colégio e a menina novata do decatlo acadêmico. Talvez tenha sido esse lance do teatro, da música. Sempre amei musicais e foi legal assistir a um que se passasse em um ambiente tão íntimo meu: o colégio. Não, pode acreditar, naquela época, ainda não tinha nada a ver com o Zac. EU JURO! Hahahaha

Tá legal. Eu me apaixonei pelo Troy Bolton. Mas que adolescente não se apaixonaria? Eu também sofri com a Gabriella quando o jogador de basquete disse que ela não era importante. Mas não era isso que me deixava triste. Eu sabia que ele não estava falando sério. O que doía mesmo era saber que não tinha um Troy na minha escola. Ou, então, que eu passaria o Ano Novo em casa e nunca rolaria aquele lance da festa de Réveillon, do karaokê, do começo de uma coisa nova com um príncipe encantado. Hahaha

Na hora de montar meus looks, eu me inspirava na Gabi. A Sharpay que me desculpe, mas rosa nunca foi a minha praia. Eu tentava me vestir igual a ~nerd~ do East High: as mesmas calças, os mesmos casaquinhos, os mesmos penteados, as mesmas maquiagens. A admiração era tanta que, quando o terceiro e último filme da sequência saiu, pedi para a minha mãe fazer um bolero de crochê igual ao que a personagem usava na cena em que cantava Walk Away. E o pior foi que a minha mãe fez mesmo! Hahaha! Inclusive, tenho ele até hoje. Eis uma foto recente para provar:
Sei lá, eu gostava do jeito da Gabriella Montez. Ela me fazia acreditar que eu poderia conquistar qualquer garoto, até mesmo o mais popular da turma, sendo eu mesma. A inteligência e o jeitinho meigo de ser superavam qualquer tipo de vaidade. A Gabi me fez uma adolescente muito mais confiante. Ta aí! Acho que ela foi o meu primeiro grande exemplo de girlpower. E olha que, naquela época, esse conceito nem era tão discutido, utilizado e analisado quanto atualmente.

O musical dirigido por Kenny Ortega e escrito por Peter Barsocchini (valeu, Pete!) me ensinou uma porção de coisas, que, com certeza, vou dividir com vocês em próximas publicações. Mas o mais interessante é que um monte dessas coisas eu só me dei conta agora, enquanto escrevia este texto. Na época, eu não conseguia perceber tamanha sutileza. Hoje, quando assisto a qualquer um dos três HSM, mas, em especial, ao primeiro, um turbilhão de memórias invade a minha mente. Lembro-me da época do colégio, das aulas de teatro com a excêntrica professora Soninha (eu amava!), dos rolinhos, dos erros, dos acertos, de sonhar em viver uma cena do musical na vida real, das amizades, muitas perdidas ao longo do tempo. Mas, acima de tudo, eu me lembro de mim mesma. Do que eu pensava, da minha rotina, do que eu fazia, do que eu queria fazer, do que eu achava certo, dos meus desejos, do meu jeito meio sonhador de levar a vida... Que não mudou muito, vamos combinar. Eu não era uma Isa completamente diferente. Ainda consigo enxergar muitas semelhanças. Mas eu era outra. Também, os tempos eram outros. E eu sinto tanta saudade!!!

Um dia, isso vai acontecer com você. Se já não acontece. Você vai pegar pra ver aquele filme que te dá uma nostalgia boa, mas assustadora, ao mesmo tempo, e vai chorar. Não tanto pela história dos personagens, mas pela SUA história. Por tudo aquilo que você já viveu. Porque pode não ter sido um roteiro de Kenny Ortega. Pode não ter tido uma festa de Réveillon que mudou a sua vida. Pode não ter sido nenhuma trama do East High. Mas foi bom.

QUAL É O TIME?



WILDCATS!



SE LIGA NO JOGO! \O/

4 comentários:

  1. Ai que texto lindo <3 Não sei como conheci HSM, na época do lançamento eu tinha uns 10 anos, mas não sei se conhece na época de 2010 ou em 2011 haha, mas para ir á escola eu me inspirava com os acessórios da Sharpay haha, quando assisti o último filme eu derramei muitas lágrimas que meu quarto estava um mar, até hoje sinto vontade de chorar quando assisto, HSM marcou minha infância e vou ter orgulho em mostrar para minha filha no futuro kkkk

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  2. Isa, você é fantástica!!!! O modo como você escreveu esse post me fez lembrar, exatamente,da primeira sensação que eu tive quando assisti high school musical pela primeira vez.Que nostalgia!!!

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  3. Ai Isa, to sem palavras, que matéria mais linda. Cada palavra que eu li, parecia que você estava retirando dos meus pensamentos HAHAHAHA
    HSM <3

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  4. Sou Fã da Isa <3(rs) e da Capricho tb,Isa vc é d+

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